sexta-feira, junho 18, 2021

Mark Zuckerberg não descarta versão paga do Facebook

Empresa obteve cerca de US$ 40 bilhões com a coleta e venda de informações detalhadas sobre os usuários e comportamento online

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Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, esteve na terça-feira (10) em audiência no Congresso dos Estados Unidos após o escândalo sobre o vazamento de dados da rede social pela Cambridge Analytica, empresa vinculada à campanha presidencial de Donald Trump.

Perguntado por um dos senadores norte-americanos se uma versão paga seria o caminho para que usuários recebessem menos publicidade, Zuckerberg foi evasivo e informou que a publicidade é o que torna a plataforma gratuita e que já há ferramentas para bloquear anúncios.

Questionado mais uma vez se ainda mantinha o mesmo posicionamento dado no passado de que o Facebook sempre seria gratuito, o executivo respondeu que “sempre haverá uma versão do Facebook que será grátis”, deixando em aberto a possibilidade de uma versão paga da rede social.

O assunto já tinha sido abordado pela diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, em entrevista na última sexta-feira (6). Segundo Sandberg, os usuários da rede social que desejarem ter maior privacidade de dados terão que pagar por isso.

A diretora explicou que, atualmente, o Facebook já tem alguns algoritmos para não enviar os dados de alguns usuários para anunciantes, mas não existe uma ferramenta que os exclua “totalmente”. Essa possibilidade, portanto, seria um produto pago.

Ainda na mesma entrevista, Sheryl admitiu que o Facebook tem conhecimento do uso impróprio de dados por parte da Cambridge há cerca de dois anos e meio – e que poderia ter evitado o escândalo, mas “confiou” quando a empresa afirmou que havia deletado todos os dados aos quais teve acesso.

O produto do Facebook

“Se você não paga por um produto, você é o produto”, é uma frase recorrente em marketing digital e poderia ser aplicada no caso do Facebook, que defende o uso de propagandas para manter o negócio lucrativo.

A revista The Economist informou, em uma de suas edições de março, que o Facebook construiu um negócio gigantesco de publicidade envolvendo a coleta de dados de seus usuários. Foram cerca de US$ 40 bilhões captados em 2017 com a coleta e venda de informações detalhadas sobre os usuários e comportamento online. O rastreamento inclui outras redes sociais de Zuckerberg, como o Instagram.

Zuckerberg explicou no Congresso norte-americano que não vende dados aos anunciantes. As empresas informam o público-alvo da publicidade e a rede social exibe o anúncio conforme os grupos de interesse, segundo o presidente do Facebook.

Escândalo

A Cambridge Analytica obteve dados de 50 milhões de usuários do Facebook de maneiras duvidosas, e possivelmente ilegais, provocando uma tempestade na gigante de tecnologia.

A informação sobre o vazamento de dados foi divulgada em 17 de março pelo The New York Times e pelo jornal britânico The Observer e confirmada pelo próprio Facebook, que suspendeu a conta da empresa de análise da rede social. Segundo o Facebook, a Cambridge Analytica violou normas da rede social ao arquivar dados de usuários por anos e ter mentido ao informar que as informações teriam sido destruídas.

Antes disso, em 2017, o Facebook enfrentou acusações semelhantes, com a suspeita sobre divulgação de notícias suspeitas, ou “fake news”, sobre os Estados Unidos por russos, fato que foi visto como uma manipulação de eleitores norte-americanos em prol da candidatura de Trump. Apesar do escândalo na época, o caso hoje toma proporções bem maiores.

Como começou?

A revista The Economist explicou, em uma edição de março, que os dados de usuários do Facebook foram obtidos por Aleksandr Kogan, um pesquisador da Universidade de Cambridge, que atraiu cerca de 270.000 pessoas para participar de uma pesquisa em troca de um pequeno pagamento.

Quando esses usuários instalaram o aplicativo de pesquisa, acabaram compartilhando informações sobre si mesmos e – sem saber – também de seus amigos, alcançando cerca de 50 milhões de perfis. O que aconteceu na sequência não era permitido pelo Facebook: o pesquisador teria repassado os dados para a consultoria que, por sua vez, compartilhou as informações com seus clientes, incluindo a campanha presidencial de Donald Trump.

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